quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Cahiers du Cinéma elogia Walter Salles e novo cinema latino-americano


A Cahiers du Cinéma, a mais tradicional revista sobre cinema, elogiou, na edição julho/agosto, o novo cinema latino-americano. Em artigo de página inteira, Jean-Michel Frodon, diretor da publicação, cita três filmes apresentados em Cannes este ano: o brasileiro “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas; os argentinos “Leonera”, de Pablo Trapero (que tem participação de Rodrigo Santoro); e “La Mujer Sin Cabeza”, de Lucrecia Martel.

“Algo importante está sucedendo no cinema latino-americano”, avalia o crítico. Sobre “Linha de Passe”, Frodon afirma: “Filho distante do neo-realismo italiano mais do que do Cinema Novo, o filme consegue vencer o desafio de mostrar a cidade e seus habitantes de forma precisa e emocionante, sem um grama de pathos”. O crítico afirma que há “uma rede tecida pelos diversos filmes latino-americanos em competição em Cannes, desenhando um território discreto mas fértil do cinema contemporâneo”.

A edição bimestral traz na capa o ator Louis Garrel (“Amantes Constantes”, “Em Paris”), além de uma grande entrevista (originalmente publicada em 1996) com o cineasta Youssef Chahine, considerado o pai do cinema egípcio, morto na semana passada.

fonte: revista de cinema online

Warner prepara "Os Goonies 2" para os cinemas


O site Moviehole registrou que "Os Goonies 2" já está em pré-produção pela Warner Bros. O informante do site ainda confirma que não será um lançamento direto para DVD, ao estilo "Os Garotos Perdidos 2 - A Tribo", mas sim uma grande produção que terá seu devido espaço nos cinemas.

A página ainda afirma que sua fonte é sólida e que se o nome fosse revelado, iria confirmar a novidade. Outro informante corroborou a notícia, também contando que se tratará de uma grande produção. O projeto, aparentemente, envolverá ao menos parte do elenco do filme original e não será, de modo algum, um remake.

Nenhuma informação oficial sobre o assunto foi divulgada ainda, nem as partes envolvidas comentaram sobre a produção. Caso tal notícia se confirme, novidades aparecerão em breve através da imprensa especializada norte-americana.

O projeto desta seqüência circula em Hollywood há tempos, com diversas tentativas de se trazer o diretor do original, Richard Donner, para o comando, além de vários roteiros escritos e nunca filmados. Agora, com diversas franquias oitentistas retornando, pode ser que tenha chegado a hora certa da produção ser realizada.

O primeiro longa, produzido por Steven Spielberg ("Transformers") e lançado em 1985, apresentou um grupo de jovens amigos, auto-denominados Goonies, que encontram um misterioso mapa de tesouro e começam a seguir as pistas. Eles entram em um fabuloso mundo subterrâneo de passagens secretas, perigosas armadilhas e um antigo galeão pirata que esconde moedas de ouro. Porém, o grupo terá que lutar para evitar ser capturado por ladrões malvados e um monstruoso gigante.

fonte: cinema com rapadura

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

STJ nega recurso de Guilherme Fontes contra Abril por matéria sobre Chatô


O ministro Luís Felipe Salomão, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), manteve decisão que isentou a Editora Abril de indenizar o ator e cineasta Guilherme Fontes devido a falta de procuração dos advogados nos autos do recurso. A revista Veja publicou, em 2000, reportagem que relatava supostos problemas contábeis na produção do filme “Chatô, o rei do Brasil”, dirigido por Fontes.

Segundo informa o STJ, a ação pedia indenização por danos morais, pois o cineasta alega que a veiculação da matéria “Ô, coitado” ofendeu sua imagem. No texto publicado por Veja, Fontes é chamado de “trambiqueiro” e faz denúncias de irregularidades no filme, como o suposto desvio de R$ 2,6 milhões para a produção.

Em primeira instância, a Abril foi condenada ao pagamento de R$ 187.500. O juiz considerou que houve difamação, pois a reportagem imputou ao cineasta conduta ofensiva à sua reputação. A sentença ainda determinava que a revista teria de publicar texto com a resposta de Fontes à matéria, em mesmo destaque.

A editora recorreu da decisão e o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) considerou improcedente o pedido de indenização. Os desembargadores entenderam que a notícia baseava-se em documento público, o que não gera ofensa. A sentença também determinou que, por envolver verbas concedidas pelo governo federal, os dados sobre o financiamento eram de interesse nacional e destacou que um inquérito administrativo da Comissão de Valores Mobiliários já tinha investigado as informações da matéria.

O cineasta tentou ingressar com recurso especial para ser enviado ao STJ, mas a presidência do TJ-RJ recusou. Finalmente, sua defesa entrou com agravo apresentado diretamente ao STJ, que negou o pedido por falta de documentação, mais precisamente pela ausência da procuração dos advogados nos autos.

fonte: ultima instância

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Estréias da Semana no Cinema Brasileiro (01/08)



A Múmia: Tumba do Imperador Dragão
(
(The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor / The Mummy 3)
(EUA - 2008 - 114 min - Aventura - Rob Cohen)

A franquia "A Múmia" dá uma mágica reviravolta em direção à Ásia. Brendan Fraser retorna como o explorador Rick O'Connell para combater o ressurrecto Imperador Han (Jet Li) em um épico que vai das catacumbas da China antiga até o topo gélido do Himalaia. Rick é auxiliado na aventura por seu filho Alex (Luke Ford), sua esposa Evelyn (Maria Bello) e o irmão dela, Jonathan (John Hannah). Desta vez, os O'Connell devem parar uma múmia desperta de uma maldição de 2 mil anos que ameaça o mundo. Amaldiçoado por uma feiticeira traidora (Michelle Yeoh) a passar a eternidade em animação suspensa, o cruel Imperador Dragão da China e seus 10 mil soldados foram esquecidos por eras, silenciados na forma de um exército de terracota. Mas quando Alex O'Connell é levado a despertar o imperador, o inexperiente aventureiro precisa pedir ajuda às únicas pessoas que sabem mais do que ele sobre os mortos-vivos: seus pais. O monarca retorna à vida e nossos heróis descobrem que seus devaneios de dominação mundial só aumentaram com os milênios. Avançando sobre o Extremo Oriente com força sobrenatural inimagináveis, o imperador mumificado reerguirá sua legião... a não ser que os O'Connells consigam pará-lo.




Como eu Festejei o Fim do Mundo
(Cum mi-am petrecut sfarsitul lumii)
(Romênia/França - 2006 - 106 min - Drama)

Em 1989, num colégio de Bucareste, capital da Romênia, uma estudante de 17 anos e seu namorado quebram acidentalmente um busto de gesso do ditador Ceausescu. Por causa deste acontecimento, a garota acaba sendo transferida para um reformatório. Indignado, o seu irmãozinho planeja vingança e o alvo será o próprio ditador, em carne e osso, durante uma visita que este fará à sua escola.




Meu Irmão é Filho Único (Mio Fratello è Figlio Unico)
(Itália/França - 2007 - 108 min - Comédia/Crime/Drama - Daniele Luchetti)

Entre os anos de 1960 e 1970, numa cidadezinha italiana, dois irmãos tentam mudar o mundo - mas cada um de uma maneira muito diferente. O mais velho, Manrico (Riccardo Scarmaccio), é um rapaz bonito e carismático incitador que se torna o membro mais ativo no partido comunista local. Accio (Elio Germano), o caçula, é revoltoso e se faz ouvir no reacionário partido fascista. Os irmãos se tornam rivais, e não apenas no plano político. Mas também quando Accio percebe que está apaixonado por Francesca (Diane Fleri), justamente a namorada do irmão. E ela, como todas as outras pessoas, está seduzida pelas perigosas idéias de Manrico.




O Verdadeiro Amor
(Sweet Land)
(EUA - 2005 - 110 min - Drama/Romance - Ali Selim)

Inge é uma alemã determinada que veio a Minnesota para consolidar seu casamento arranjado com Olaf, um discreto fazendeiro, imigrante norueguês. Mas num mundo pós- primeira Guerra, o clima anti-alemão está fortemente presente e o pastor local proíbe abertamente o casamento dos dois. Apesar de todos os obstáculos e desaprovações, Inge e Olaf se apaixonam perdidamente. Porém, quando o banqueiro local tenta tomar a fazenda de um amigo de Olaf - Frandsden -, faz de tudo para impedi-lo... e acaba unindo toda a comunidade ao redor do jovem casal, aceitando Inge independentemente de suas origens.




Quando Estou Amando (Quand j'étais chanteur)
(França - 2006 - 112 min - Drama/Musical/Romance - Xavier Giannoli)

Alain Moreau é um cantor de bailes, com uma carreira estabelecida nas pequenas casas de show do interior da França. Galanteador, solitário e já um tanto envelhecido, ele tem sua vida profundamente alterada quando conhece Marion, uma jovem corretora de imóveis recém-divorciada. A relação entre os dois vai afetar a vida de todos aqueles que vivem em torno deles. Participou da competição do Festival de Cannes de 2006. Gérard Depardieu, que interpreta o cantor, também gravou todas as canções que canta ao longo do filme.



Cineasta gaúcho estréia 1º longa em plano-seqüência do Brasil


Em 81 minutos de filme, 15 personagens transitam por Porto Alegre nas 14 horas fictícias do longa gaúcho "Ainda Orangotangos". A grande novidade é que tudo isso foi filmado em um único take, o que faz do filme o primeiro longa-metragem em plano-seqüência do Brasil.

Dirigido pelo gaúcho Gustavo Spolidoro, 36, o filme produzido pela Clube Silêncio estréia na capital gaúcha no dia 29 deste mês. Em São Paulo e no Rio, a estréia está prevista para o começo de setembro.

"Ainda Orangotangos" é uma adaptação de seis contos do livro homônimo escrito pelo também gaúcho Paulo Scott, roteirizados pelo Spolidoro e Gibran Dipp, e com trilha sonora marcada pelo rock gaúcho.

"São várias histórias, uma vai passando o bastão para a outra ao longo do filme", contou o diretor em conversa com a Folha Online. Spolidoro é casado com a advogada Patrícia Dias Goulart, 30, com quem tem uma filha, a pequena Aimée, de um ano e três meses.

O cineasta falou ainda sobre o processo de filmagem. "Foram quatro meses de pré-produção e dois meses de ensaios, já que tudo precisava ser filmado junto, num take só. Fizemos apenas dois ensaios gerais", contou.

As filmagens foram realizadas entre 7 e 13 de dezembro de 2006, sempre das 19h30 às 21h.

"Com o horário de verão, em Porto Alegre só escurece às 20h30. Então, tínhamos o sol para as primeiras cenas e a noite para o fim do filme. Entramos num prédio e era dia e, quando saímos, já era noite. E isso sem usar nenhum efeito", explicou.

Para dar conta do recado, o diretor contou com uma equipe de 180 pessoas, que foram espalhadas em um perímetro de 15 quilômetros na região central de Porto Alegre. Foram gravados seis grande takes, dos quais o segundo, rodado no dia 8 de dezembro de 2006, foi o escolhido.

O futebol é tema presente no filme, com referências ao Internacional, time pelo qual torce Spolidoro. "No filme, que gravamos uma semana antes do título mundial do Inter, os atores falam como se ele já tivesse ganhado. É a fé de torcedor", falou o diretor.

O filme foi orçado em R$ 1 milhão, ganhos através do edital para longa-metragens de baixo orçamento do Ministério da Cultura. "O plano-seqüência acaba sendo uma vantagem, já que é mais barato do que o filme tradicional", afirmou o cineasta.

Desde janeiro deste ano, "Ainda Orangotangos" já correu dez festivais de cinema de cidades distintas como Buenos Aires, na Argentina, e Munique, na Alemanha. Até o mês de outubro, estão previstas participações em outros cinco festivais: Sanfic, em Santiago do Chile; Milano Internacional, em Milão, na Itália; Latinbeat, em Nova York, nos Estados Unidos; Festival de Lima, no Peru; e Festival de Oslo, na Noruega.

Gustavo Spolidoro nasceu em 2 de maio de 1972 em Porto Alegre. Formado em Comunicação Social pela PUC/RS, já dirigiu 14 curtas. Ele foi um dos produtores do filme "Cão Sem Dono" (2007) e já trabalha em seu próximo filme: "Monte Vêneto", que vai contar as descobertas sexuais de cinco adolescentes do interior do Rio Grande do Sul.

fonte: folha online