segunda-feira, 30 de junho de 2008

RIO 2008: Inscrições abertas para a mostra competitiva


Estão abertas as inscrições para a Première Brasil - mostra competitiva de curtas e longas-metragens brasileiros - do FestRio 2008. Conhecido anteriormente como Festival do Rio, o FestRio é uma das principais vitrines do cinema nacional e mundial do calendário brasileiro e será realizado entre os dias 25 de setembro a 9 de outubro deste ano. As inscrições dos trabalhos podem ser feitas até dia 31 de julho.

Os filmes selecionados para a Première Brasil concorrerão ao Prêmio Redentor nas categorias Melhor Longa-Metragem de Ficção, Melhor Longa-Metragem Documentário, Melhor Curta-Metragem, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Prêmio Especial de Júri, Melhor Longa-Metragem de Voto Popular e Melhor Curta-Metragem de Voto Popular.

Para participarem da mostra competitiva da Première Brasil e concorrerem aos prêmios, os longas-metragens deverão atender às seguintes condições:

- não ter se inscrito em edições anteriores do Festival do Rio;
- ter duração superior a 70 minutos;
- não terem sido explorados comercialmente por qualquer mídia em todo território brasileiro;
- apresentarem cópia para seleção em 35mm ou em DVD;
- se selecionados, apresentarem cópia final em 35mm ou digitalizada pelo sistema de encodamento da Rain.

Da mesma forma, os curtas-metragens, deverão atender às seguintes condições:

- não ter se inscrito em edições anteriores do Festival do Rio;
- ter sido produzido entre 2007 e 2008;
- ter duração de no máximo 20 minutos;
- apresentarem cópia para seleção em 35mm ou em DVD;
- se selecionados, apresentarem cópia final preferencialmente em 35mm ou digitalizada pelo sistema de encodamento da Rain.

As inscrições são feitas exclusivamente por meio do site do evento; as cópias para avaliação da comissão de seleção (em DVD ou em 35mm), devem ser enviadas para o seguinte endereço:

FESTIVAL DO RIO 2008
COORDENAÇÃO DA PREMIÈRE BRASIL
A/C ANDRÉA CALS
Rua Voluntários da Pátria 97
Botafogo
Rio de Janeiro - RJ
Cep 22270-000

Festival do Rio 2008

fonte: cineclik

Realizadores franceses ganham mostra em São Paulo


A partir de terça-feira (1º/7) até domingo (6/7), a Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207), em São Paulo, exibe uma seleção de filmes assinados por dois importantes realizadores franceses: Robert Bresson (foto) e Philippe Garrel;

Bresson (1901-1999) é considerado um dos maiores cineastas franceses do século 20. Graduado em artes plásticas e filosofia, Bresson tentou carreira como pintor antes de se converter ao cinema. No início da Segunda Guerra Mundial, Bresson foi enviado como prisioneiro de guerra a um campo de concentração alemão, onde ficou preso por mais de um ano. Dois anos depois, deu início à produção de uma série de longas-metragens que evidenciam sua inclinação pela temática religiosa e a opção por um estilo de cinema avesso a psicologismo e excessos.

Filho do ator Maurice Garrel (Amantes Constantes) e pai do jovem ator Louis Garrel (Os Sonhadores), o cineasta Philippe Garrel nasceu em Paris, em 1948, e se tornou mais conhecido pela repercussão de seu filme Os Amantes Constantes, que conta com atuações do pai e do filho. Serão exibidos dois filmes seus inéditos no circuito comercial brasileiro: Já Não Ouço a Guitarra (1991) - premiado com o Leão de Prata no Festival de Veneza - e O Nascimento do Amor (1993).

Os ingressos para as sessões custam R$ 8. Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

Confira a programação no site:

Cinemateca Brasileira

fonte: cineclik

Órfã, Suécia promove 1ª semana Bergman após morte do cineasta


Como superá-lo? Quase um ano após a morte de seu filho mais ilustre, é essa a pergunta que paira (sem resposta) sobre a Suécia, onde terminou neste domingo (29) a 15ª Semana Bergman, a primeira desde a morte do cineasta.

O evento aconteceu em uma remota ilha com cerca de 600 habitantes situada no leste do país. O acesso só é possível pelo mar báltico. Ventos fortes e planícies de pedra e pinheiros compõem a paisagem austera, às vezes hostil, do lugar escolhido por Ingmar Bergman (1918-2007) como lar, local de filmagens e leito de morte.

É neste cenário que cineastas, atores, turistas e principalmente fãs do autor de "Morangos Silvestres" se reúnem anualmente para rever obras-primas e discutir seu o legado --ou fardo. O Instituto Sueco de Cinema aproveita também para mostrar sua nova safra de produções. Neste ano, o destaque ficou para o belo "Everlasting Moments", de Jan Troell, ambientado no país durante o século passado.

"Se Bergman estivesse fazendo filmes hoje, ele não teria chance alguma", diz o produtor sueco Martin Thomas Dahlström, para quem o mercado nacional de cinema atualmente é baseado na "camaradagem". Segundo o Instituto Sueco de Cinema, o volume de longas-metragens lançados pelo país caiu de 44 para 29 na comparação entre 2006 e 2007.

"Bergman tinha muito poder. Ele sabia disso e manipulava esse poder a seu favor", pondera a produtora local Anita Oxburgh, que participou da Semana Bergman para divulgar o longa-metragem "Wolf".

As discussões sobre o futuro da cinematografia nacional, diz ela, não estão atravancadas pelo vácuo deixado por um gênio, mas pela impossibilidade de atingir as máximas disparadas por ele. Ele dizia, por exemplo: "É preciso entreter o público. É preciso obedecer sua consciência artística. É preciso fazer cada filme como se fosse o último."

fonte: folha online

Assista ao trailer do novo animê de Hayao Miyazaki


A televisão japonesa mostrou neste fim de semana o primeiro trailer de Gake no ue no Ponyo (numa tradução livre, Ponyo no Rochedo à Beira-mar), novo filme de Hayao Miyazaki (Castelo Animado). Infelizmente a qualidade do vídeo não é das melhores e não ajuda nada os apresentados matracando ao fundo. Mesmo assim, é nosso primeiro contato com um novo Miyazaki!

A adaptação do romance infantil chinês Wo Diushile Wode Xiaonanhai conta a história do garoto Sosuke e da Princesa Ponyo, uma peixe-dourado que quer se tornar humana. Para dar impressão de movimento a ondas e ao movimento da água, os stoyboards foram pintados com aquarela, o que não é comum mesmo dentro do estúdio Ghibli.

O modelo para criar Sosuke foi o neto de cinco anos de Hayao e filho de Goro Miyazaki. O mestre viu no longa um novo desafio para seus desenhos a mão livre, já que entre 70% e 80% da animação se passa no mar.

A estréia está programada para 19 de julho de 2008 no Japão.


fonte: omelete

José Padilha conclui novo documentário


Após dirigir o sucesso Tropa de Elite, José Padilha está de volta aos documentários. O diretor concluiu "Garapa" (foto), que aborda a luta de três famílias do Ceará contra a miséria e a fome.

Inteiramente rodado em preto e branco, o filme teve o orçamento de R$ 620 mil, obtido através das leis de renúncia fiscal. Sua 1ª exibição pública ocorrerá em 5 de setembro, em Recife, como parte das homenagens ao centenário de nascimento de Josué de Castro, autor de "Geografia da Fome".

Ainda não há previsão para seu lançamento comercial.

fonte: adoro cinema

Morre aos 83 anos Ángel Tavira


O músico mexicano Ángel Tavira, que estreou há três anos como ator no cinema com o filme El Violín (2005), morreu nesta segunda-feira em Cidade do México aos 83 anos por falência renal, anunciaram seus parentes.

Sua estréia nas telonas fez com que ganhasse o prêmio de melhor ator na seção Un Certain Regard do Festival de Cannes 2006, entre outras premiações internacionais.

El Violín, estréia do mexicano Francisco Vargas, conta a história de Don Plutarco (Ángel Tavira), um violinista camponês manco, cujo filho é perseguido pelo governo federal por fazer parte da guerrilha.

O ator, que deixa 12 filhos e foi casado duas vezes, morreu às 8h (10h em Brasília) em um hospital do sudeste da capital mexicana, informou seu primo Javier Tavira.

Ele foi internado no hospital em 22 de junho em decorrência de um quadro de infecção renal e pulmonar, e embora seu estado não fosse grave, a situação se complicou devido a diabetes da qual sofria.

Ángel Tavira era descendente de Juan Bartola Tavira, de quem herdou o gosto pela música, o que o levou a tocar o violino aos seis anos.

O violinista perdeu a mão direita aos 13 anos em um acidente, mas manteve o gosto pelo instrumento. Como músico, dirigiu o grupo Hermanos Tavira Band.

Seu primeiro encontro com as câmeras foi em 2004, no documentário Tierra caliente, também de Francisco Vargas.

fonte: EFE / terra cinema

sábado, 28 de junho de 2008

Cinema Virtual no Youtube


O Youtube acaba de lançar seu Screening Room, uma sala de cinema virtual onde serão apresentadas produções independentes em alta qualidade (4 novos filmes a cada duas semanas). Para os produtores independentes a notícia não poderia ser melhor, já que além da possibilidade de uma platéia mundial, parte da grana gerada por publicidade é dividida e cópias digitais ou mesmo em DVD poderão ser comercializadas.

Os quatro primeiros filmes são The Danish Poet (vencedor do melhor curta de animação no Oscar 2007); Love and War (vencedor na mesma categoria no Los Angeles Film Festival); Our Time Is Up (indicado ao Oscar em 2006); e Are You the Favorite Person of Anybody? de Miranda July.

Os próximos quatro chegam no dia 4 de Julho.

Uma grande atitude do YouTube prestigiando o cinema independente e levando estas produções em lugares que provavelmente nunca receberão estes filmes por seus veículos convencionais .

fonte: idmarketing / Update or Die

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Saiba quais são os filmes de maior sucesso na história do cinema


O site IMDB atualizou a lista das maiores bilheterias de todos os tempos, contabilizadas desde a criação da indústria hollywoodiana, a partir da década de 20.

Titanic, de James Cameron, continua sendo o longa de maior sucesso já lançado. Entre 1996 e 1998, o fenômeno arrecadou US$ 1,835 bi. Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, de Peter Jackson, vem em segundo lugar, com US$ 1,118 bi no mundo todo. O filme também empata com Titanic no quesito premiações: ambos ganharam 11 Oscars, o recorde da Academia.

A franquia Piratas do Caribe não fica para trás. O segundo filme da série, O Baú da Morte, lançado em 2006, alcançou US$ 1,060 bi nos cinemas.

Confira a lista detalhada dos dez filmes de maior sucesso de todos os tempos:

1 - Titanic (1996)
Direção: James Cameron
Bilheteria: US$ 1,835 bi

Quando James Cameron levou à frente seu projeto de mostrar um romance no navio Titanic, que naufragou em 1912 matando mais de 1500 tripulantes, pouca gente quis apostar no cineasta, exceto a Fox, que logo desembolsou US$ 130 mil para a produção grandiosa. Depois de um mês de gravação e diante dos protestos dos funcionários e atores que participaram do longa-metragem - eles ficavam horas rodando cenas dentro de tanques com água gelada, para manter o realismo do naufrágio -, o orçamento aumentou ainda mais - atingindo a marca de US$ 200 mil - e Cameron teve que captar recursos para conseguir concluir as filmagens. Titanic chegou aos cinemas em dezembro de 1996, prometendo ser um verdadeiro fracasso de público e crítica, mas a sorte favoreceu o diretor. O maior fenômeno cinematográfico foi visto exaustivamente e serviu para lançar astros até então nunca respeitados por suas atuações individuais. É o caso de Leonardo DiCaprio. No Brasil, Titanic também bateu recorde de público, levando 17 milhões de pessoas aos cinemas para acompanhar a tragédia.

2 - O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Direção: Peter Jackson
Bilheteria: US$1,129 bi

Demorou para que a franquia Senhor dos Anéis fosse reconhecida como referência de culto. Embora a série de livros fosse extremamente popular, nos cinemas, O Senhor dos Anéis foi marcado por críticas negativas. Retorno do Rei encerra a trilogia de Frodo e o anel místico que pode acabar com a vida de quem o usa. Batalhas épicas, efeitos especiais de ponta e a ansiedade pelo fim da saga levaram milhões de pessoas ao cinema no mundo todo. Nem as críticas da Igreja católica foram páreas para que o filme deixasse de entrar no ranking dos mais vistos do mundo.

3 - Piratas do Caribe - O Baú da Morte
Direção: Gore Verbinski
Bilheteria: US$ 1,101 bi

Quando Hollywood cria uma franquia de grande sucesso, a idéia é que ela se prolongue. Com Piratas do Caribe não foi diferente. Após o sucesso da primeira parte, o segundo filme da série entrou para o "ranking" dos três filmes que conseguiram superar mais de US$ 1 bilhão em bilheterias. O filme custou US$ 225 milhões e arrecadou US$ 135 milhões no final de semana de estréia somente nos Estados Unidos. Como quase toda boa produção, um acidente cercou as filmagens. Os sets de gravações foram atingidos pelo furacão Wilma, que assolou o México, e a produção ficou parada por alguns meses.

4 - Harry Potter e a Pedra Filosofal
Direção: Chris Columbus
Bilheteria: US$968 mil

Harry Potter sempre foi um fenômeno literário, desde o seu primeiro volume, especialmente nos Estados Unidos e Inglaterra, onde ele se popularizou entre os jovens. O império da autora J.K. Rowling só se consolidaria definitivamente com a adaptação cinematográfica de sua obra, Harry Potter e a Pedra Filosofal, lançada em 2001, quando o quarto livro - Harry Potter e o Cálice de Fogo - já ocupava as prateleiras das livrarias de todo o mundo. Apesar de não ser superior em qualidade em relação aos seus sucessores, o primeiro filme abriu a franquia, que movimentou bilhões de dólares entre 1997 e 2008. Resultado: Daniel Radcliffe, o protagonista, é o jovem mais rico e conhecido do mundo, enquanto J.K. Rowling é a mulher mais poderosa da Europa, à frente até da cantora Madonna, com quase 25 anos de carreira.

5 - Piratas do Caribe - No Fim do Mundo
Direção: Gore Verbinski
Bilheteria: US$ 958 mil

O terceiro e último filme da trilogia Piratas do Caribe levou quase tantas pessoas aos cinemas quanto a segunda parte. Desta vez, o orçamento foi astronômico: cerca de US$ 200 milhões apenas para a produção. Os cenários eram impressionantes: uma Cingapura do século XVIII foi construída em pleno set de filmagem. A participação tórrida de Keith Richards como o pai do herói/vilão Jack Sparrow, interpretado por um convincente Johnny Deep, também serviu para atrair as pessoas.

6 - Harry Potter e a Ordem da Fênix
Direção: David Yates
Bilheteria: US$ 937 mil

O último filme da franquia Harry Potter tornou-se um sucesso de público quase tão cultuado quanto a versão original. A direção de David Yates deixou a série mais adulta e obscura, ganhando pontos entre os espectadores que já não se identificavam com a saga infanto-juvenil do bruxinho. Harry Potter e a Ordem da Fênix também teve uma base de apoio. Quase simultaneamente ao lançamento do filme, o último livro escrito por J.K. Rowling, Harry Potter e as Relíquias da Morte, foi lançado e a nostalgia bateu entre os fãs. Resta saber se, com o enfraquecimento da franquia, agora que os livros acabaram, Harry Potter continuará firme e forte nos cinemas.

7 - Star Wars - Episódio I - A Ameaça Fantasma
Direção: George Lucas
Bilheteria: US$ 922 mi

O lançamento de A Ameaça Fantasma foi apoiado em um grande comentário. Pela primeira vez, após mais de 16 anos longe da franquia Star Wars, George Lucas decidiu retomá-la com a primeira parte de uma trilogia que antecede os eventos narrados no filme original. A Ameaça Fantsma não foi bem recebida pela crítica por diversos motivos: seus personagens não eram cativantes o bastante e o excesso de efeitos especiais - todas as cenas eram rodadas com um painel verde atrás dos atores - fez com que a série "perdesse parte de sua magia". Mesmo assim, os fãs fiéis, que em 1977 lotaram as salas para ver a primeira parte, compareceram em peso e o filme permanece entre os mais bem-sucedidos da história. Não foi o suficiente para que ele deixasse de ser indicado ao Framboesa de Ouro, dos piores do cinema, em diversas categorias, entre elas Pior Filme, Pior Diretor e Pior Atriz (para Natalie Portman).

8 - O Senhor dos Anéis - As Duas Torres
Direção: Peter Jackson
Bilheteria: US$ 921 mil

Embora seja a mais fraca das três partes, com começo e fim pouco remendados e arcos confusos, As Duas Torres abriu espaço para o estrondoso sucesso de O Retorno do Rei. Até então, o filme mal era reconhecido pela Academia do Oscar, ganhando esse mérito apenas na última parte.

9 - Jurassic Park
Direção: Steven Spielberg
Bilheteria: US$ 919 mil

O ano era 1993 e poucas produções de Spielberg conseguiram o mesmo êxito que seu ET, da década de 80. Jurassic Park veio para consolidar a fama do cineasta. Com dinossauros feitos com mecanismos extremamente realistas e uma reprodução fiel dos animais pré-históricos, o filme tornou-se um estrondoso sucesso, gerando ainda duas seqüências. Jurassic Park também serviu para mudar, de uma única vez, os recursos e efeitos especiais utilizados até então. Spielberg abriu uma nova era cinematográfica.

10 - Harry Potter e o Cálice de Fogo
Direção: Mike Newell
Bilheteria: US$ 892 mil

O quarto filme da franquia Harry Potter mostrou o talento do diretor britânico Mike Newell para filmes de ficção. Nas telas, Newell conseguiu transportar uma verdadeira aventura de Harry Potter com efeitos impressionantes, ação e umas pitadas de romance, fieis à obra de J.K. Rowling. As boas críticas e a adoração dos fãs fizeram com que Newell fosse eleito um dos diretores oficiais de Harry Potter.


Importante lembrar que está listagem se refere ao acumulado na época da bilheteria e não atualizado nos valores atuais, para os valores atualizados pela inflação existe uma lista que você encontra clicando no link 100 maiores bilheterias da história do cinema.

fonte: terra cinema

Wim Wenders presidirá júri do Festival de Veneza


O cineasta alemão Wim Wenders, autor de "Paris, Texas" e "Buena Vista Social Club", entre outros, presidirá o júri da 65ª edição da Mostra de Veneza que será realizada de 27 de agosto a 6 de setembro, informaram nesta sexta-feira (27) os organizadores.

"Wenders colabora desde o início de sua carreira com nossa Mostra", afirmaram os organizadores do festival nascido no início do século 20.

"Desde então obteve uma série de prêmios que o colocaram entre os maiores diretores de cinema do panorama internacional", concluiu o comunicado.

fonte: globo.com

Estréias da Semana no Cinema Brasileiro (27/06)

A Força da Amizade (2006)
Ao perder o marido, a vida de Arvilla (Jessica Lange) vira de cabeça para baixo. Agora ela precisa transportar as cinzas do marido de volta para casa e assim decide chamar suas duas melhores amigas, Margene (Kathy Bates) e Carol (Joan Allen), para lhe acompanharem. As três caem na estrada em uma jornada de auto-descoberta em seu Boneville conversível. Conforme as amigas percorrem o país, elas encontram paisagens deslumbrantes, aventuras inesperadas e um simpático caminhoneiro (Tom Skerritt) que se torna um improvável pretendente. Antes que percebam, um mundo de mudanças surge diante de seus olhos e elas descobrem que estão vivendo o melhor momento de suas vidas.


A Última Amante
(2007)

Nos bastidores da aristocracia francesa, segredos, intrigas e traições cercam o casamento entre um jovem libertino, Ryno de Marigny, e a honesta Hermangarde, garota de classe e refinamento. Apesar do verdadeiro amor entre os dois, a corte considera imporvável que Ryno de Marigny conseguirá romper seu longo envolvimento passional com Vellini.


Amar... Não tem Preço
(2006)

Jean (Gad Elmaleh), um jovem e tímido bartender, é confundido com um milionário por uma bela oportunista chamada Irene (Audrey Tautou). Quando Irene descobre sua verdadeira identidade, ela o abandona, mas o apaixonado Jean não tem a menor intenção de deixá-la escapar. As tentativas cômicas de Jean para conquistar sua atenção o colocam em uma enrascada como gigolô em um hotel de luxo, até que Irene finalmente começa a responder ao seu insistente e persuasivo afeto. Com a paisagem rústica da Riviera Francesa como plano de fundo, Pierre Salvadori ("Boas Intenções") dirige esta sexy e muito charmosa comédia romântica, um remake inédito do clássico do cinema "Bonequinha de Luxo" (Breakfast at Tiffany's). Extras: Salvadori comentou sobre o seu ponto de partida para "Amar... Não tem Preço": "Estava conversando com Benoit Graffin, o roteirista, e decidimos que deveríamos fazer outro filme. Concordamos que deveria ser uma comédia, mais uma..."


Dot.com
(2007)

Águas Altas, uma pequena aldeia no interior de Portugal, torna-se notícia quando uma multinacional espanhola pressiona os aldeões para fechar o site oficial da comunidade porque ela usa o mesmo nome de uma marca espanhola de água potável.
Direção: Luis Galvão Telles. Elenco: João Tempera, María Adánez, Marco Delgado.


Jogo de Amor em Las Vegas
(2008)

Cameron Diaz ("O Amor Não Tira Férias") e Ashton Kutcher ("A Família da Noiva") estrelam a comédia "Jogo de Amor em Las Vegas". Com cenário na Cidade das Luzes, local onde é permitido entregar-se à diversão sem compromissos ou culpa, o filme mostra uma disputa entre sexos, na qual amor e dinheiro fazem parte do jogo. Em "Jogo de Amor em Las Vegas", Joy McNally (Cameron Diaz) é dispensada pelo noivo; e Jack Fuller (Ashton Kutcher) é demitido pelo próprio pai. Ambos decidem chorar as mágoas em Las Vegas. Após uma noite de muita diversão, acordam e descobrem que se casaram. Já sóbrios, apostam uma última moeda no caça-níquel... e ganham 3 milhões de dólares. A partir daí, eles têm de aprender a conviver, pois só poderão desfrutar do dinheiro se provarem que formam um casal estável. Outra alternativa será convencer o outro a desistir da relação, tornando-a um inferno. Extras: A despeito dos comentários maldosos que a imprensa americana publicou, atestando os ciúmes que Demi Moore sentia dela ao lado de Ashton Kutcher, Cameron Diaz continuou firme gravando normalmente o longa-metragem "Jogo de Amor em Las Vegas". Seja com as roupas bem cortadas de sua personagem ou com seu velho moleton de correr, a sorridente Diaz mostrou que não se deixa mais abalar pelos rumores espalhados pela mídia. Segundo fontes, ela já não lê tais publicações e nem perde seu tempo pensando sobre o que dizem ou deixam de dizer a seu respeito.


Lady Jane
(2008)

O roteirista e diretor francês Robert Guédiguian, Armênia (2006), nós apresentada à trama primeiro e conhecemos melhor os personagens depois. Muriel (Ariane Ascaride), dona de uma loja de perfumes em Marselha, recebe um telefonema do celular do seu filho adolescente. Ele foi seqüestrado, o pedido de resgate é alto. Muriel não tem escolha a não ser contatar dois velhos conhecidos para ajudá-la a reunir a quantia. É aí que começamos a entender quem são Muriel e os dois amigos, o dono de boate René (Gérard Meylan) e o consertador de barcos François (Jean-Pierre Darroussin, de Conversas com meu Jardineiro). O seqüestro do filho dela não é o que se pensa. Algo que o trio fez no passado está voltando agora para assombrá-los. É uma espécie de conflito de gerações que interessa a Guédiguian: contrapor os excessos dos anos 70 - Lady Jane, apelido de Muriel, é uma menção à música dos Rolling Stones - à ressaca moral dos anos 2000. Neste começo de filme, acompanhamos como o tempo erodiu os anseios de Muriel, René e François. Em visita à velha vizinhança armênia onde eles viveram juntos, o trio encontra hoje moradores que não se lembram mais dos gloriosos feitos dos anos 70.

Onde Andará Dulce Veiga? (2007)
Nos anos de 1980, um jornalista decide descobrir o paradeiro de Dulce Veiga, uma atriz e cantora que desapareceu misteriosamente nos anos 1960. O que ele não sabe é o quanto terá que descobrir sobre si mesmo antes de encontrá-la. Nesta busca, atravessa o Brasil, do Rio de Janeiro à Floresta Amazônica, e fica cada vez mais obcecado pela personalidade intrigante da filha de Dulce, uma famosa roqueira lésbica. Baseado no livro homônimo de Caio Fernando Abreu. Direção: Guilherme de Almeida Prado. Elenco: Carolina Dieckmann, Eriberto Leão, Maitê Proença.


Wall-E
(2008)

Pixar é sinônimo de sucesso. Após desenvolver animações como "Toy Story", "Procurando Nemo" e "Carros", agora ela entra no universo dos robôs. A direção da animação está nas mãos de Andrew Stanton, que escreveu o roteiro de alguns trabalhos da Pixar, como "Toy Story 1 e 2", "Vida de Inseto" e "Monstros S.A.", além de atuar como diretor e roteirista em "Procurando Nemo" (um dos maiores sucessos da empresa). "Wall-E" começa no ano 2700. Nessa época, a Terra não é mais habitada por humanos, que agora vivem a bordo da gigantesca nave Axiom, que órbita ao redor do planeta. A Terra foi transformada pelos humanos, ao longo dos séculos, em um imenso depósito de lixo e se tornou um lugar extremamente tóxico. Os homens ainda tinham a esperança de conseguir limpar nosso mundo quando decidiram contratar uma mega-empresa chamada Buynlarge Corporation. Ela ficou encarregada de limpar a Terra e, para isso, enviou milhares de robôs programados para coletar todo o lixo. Essas máquinas, no entanto, não deram conta da tarefa e começaram a pifar lentamente, até que apenas um robô restou. É ele o protagonista, Wall•E. O nome é na verdade a sigla para Waste Allocation Load Lifters - Earth (numa tradução literal seria algo como "Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra"). Todos os dias, ele executa sua rotina de catar o lixo que encontra pela frente a fim de cumprir a (impossível) tarefa de juntar todo o lixo que existe no planeta. A única ajuda que ele recebe é a de Spot, sua barata de estimação. A vida de Wall•E toma um novo rumo quando, um dia, uma nave pousa na Terra e dela sai uma nova unidade operacional, chamada Eve ("Eva", fazendo analogia com a Bíblia). Wall•E, claro, se apaixona por essa robozinha, que foi enviada ao planeta com uma missão secreta. Os dois se tornam amigos e Wall•E tenta desesperadamente conquistá-la. Até que Eve é chamada de volta e nosso herói tem que escolher: ir com ela ou continuar coletando lixo, como foi programado?

quinta-feira, 26 de junho de 2008

São Paulo recebe mostra de cinema coreano


O Korean Popular Culture Expo 2008 chega a São Paulo como uma promoção da Kotra, Divisão Comercial do Consulado da Coréia. O evento promove nos dias 03 e 04 de julho a exibição dos últimos lançamentos do cinema coreano para o público brasileiro. As exibições ocorrerão no Salão das Américas do Hotel Renaissance, na capital.

Também deve ser mostrado o há de mais atual em animação, produção televisiva, arte digital e jogos eletrônicos da Coréia. Conhecido por sua vitalidade e pelo destaque em festivais mundiais, o cinema coreano está em constante crescimento. Produtoras montarão estandes na mostra onde serão exibidos trailers e sessões diárias de filmes legendados em inglês.

Entre os filmes programados estão200 Pounds Beauty, que conta a história de uma cantora que só consegue chegar ao estrelato depois de passar por algumas cirurgias plásticas para diminuir o seu peso e transformá-la numa popstar da cabeça aos pés, e "The President's Last Bang", uma sátira política sobre os acontecimentos que envolveram o assassinato do presidente sul-coreano em 1979.

A entrada é franca e não é necessário confirmar a presença antecipadamente. Confira a programação completa:

Dia 03 de julho

09h30 às 11h30 - Filme: 200 Pounds Beauty (legendado em inglês)
13h às 14h45 – Filme: The President's Last Bang (legendado em inglês)
15h às 15h30 – Animação: AquaKids (legendado em inglês)
15h40 às 16h05 – Animação: Pororó (dublado em espanhol)
16h15 às 17h30 – Animação: Hammerboy (dublado em espanhol)
17h30 às 18h30 – Novela: My Lovely Sam-soon (dublada em espanhol)

Dia 04 de julho

09h às 09h30 – Animação: AquaKids (legendado em inglês)
09h40h às 10h05 – Animação: Pororó (dublado em espanhol)
10h15 às 11h30 – Animação: Hammerboy (dublado em espanhol)

Serviço:
Korean Popular Culture Expo 2008
Data: 3 e 4 de julho de 2008
Horário: 10h00 às 18h00 (3 de julho), 09h00 às 12h00 (4 de julho)
Local: Hotel Renaissance – Sala (Salão das Américas)
End.: Alameda Santos, 2233 - São Paulo – Brasil

Para acessar o site oficial: (saiba mais)

fonte: cinema com rapadura

Mostra Internacional de Pesaro prestigia cinema latino


A Mostra Internacional do Novo Cinema, realizada todos os anos na cidade de Pesaro, no nordeste da Itália, este ano reserva um espaço de destaque para o cinema latino-americano.

Para compor a seleção chamada "Cine en construcción", foram escolhidos cinco filmes produzidos na América Latina, com direito a dois representantes do Brasil: "A Casa de Alice" (2007), do diretor Chico Teixeira, e "Otavio e as Letras" (2007), de Marcelo Masagão.

A Mostra Internacional de Pesaro, que começou em 1965, é conhecida pela riqueza e diversidade, sendo sinônimo de descoberta e uma vitrine para cineastas emergentes. Nesta edição da Mostra, esta sendo realizada uma homenagem ao cineasta italiano Dario Argento, com a exibição de diversos filmes do diretor, como "Suspiria" (1977) e "Profondo Rosso" (1975).

Protagonista na seleção "Cine en construcción", o cinema da América Latina participa também do concurso principal da Mostra, com o filme "Mami te amo" (2008) da jovem cineasta chilena Elisa Eliash.

Para acessar o site oficial:
Pesarofilmfest - Fondazione Pesaro Nuovo Cinema OnLus

fonte: uol cinema

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Produtores italianos de cinema boicotarão Festival de Veneza


Os maiores produtores e distribuidores do cinema italiano anunciaram nesta quarta-feira (25) que boicotarão o Festival de Cinema de Veneza, a ser realizado de 27 de agosto a 6 de setembro, em protesto contra o fim dos incentivos fiscais para as empresas que investem no setor.

"Se o governo não mudar de idéia vamos desertar dos festivais de Roma, Veneza e Turim", anunciaram as maiores associações de produtores e distribuidores de cinema, Anica, Agis e Api em um comunicado oficial.

O anúncio foi feito depois que o governo conservador de Silvio Berlusconi decidiu pôr fim à chamada lei para "salvar o cinema", que prevê uma série mecanismos e isenções fiscais para as empresas que investem nessa mídia.

"O governo, descumprindo os compromissos adquiridos, decidiu dar um golpe mortal no cinema italiano, justamente no momento em que demonstra em nível internacional uma grande vitalidade artística e industrial", indica o comunicado.

A lei, aplicada em vários países, entre eles Brasil e Canadá, foi concebida durante o governo anterior de centro-esquerda com o apoio de todos os partidos, e inclusive, havia sido aprovada pelo atual ministro da Cultura, Sandro Bondi.

fonte: globo.com

Machado de Assis em quadrinhos pela Jorge Zahar


No começo de julho, a Jorge Zahar Editor lança uma adaptação em quadrinhos do conto A Cartomante de Machado de Assis.

A Cartomante narra a história de um triângulo amoroso. Depois de anos de distância, Vilela reencontra o amigo Camilo e apresenta-lhe sua esposa, Rita. Paixão, traição e adultério fazem parte desta trama, que tem uma cartomante como personagem chave, selando o destino dos três.

A obra foi publicada originalmente em 1884. Esta versão em quadrinhos, fiel ao espírito do original, foi adaptada por Maurício O. Dias e Flavio Pessoa. Os desenhos em aquarela são de Flavio, e a edição usa ainda fotos de Marc Ferrez e Augusto Malta para ajudar a recriar o Rio de Janeiro do fim do século XIX.

A Cartomante tem 32 páginas no formato 21 x 28 cm e custa R$ 39,00.

Flávio Pessoa é professor de desenho de observação na Faculdade de Arquitetura da UFRJ, ilustrador e designer gráfico.

Maurício O. Dias é formado em cinema. Já escreveu roteiros para programas de televisão e filmes de curta e longa-metragem.

fonte: HQManiacs

Vencedores de SATURN AWARDS


A fantasia da Disney, Encantada, ganhou três prêmios durante o Saturn Awards 2008, organizado pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror.

O longa foi agraciado nas categorias melhor filme de fantasia, atriz, pela atuação de Amy Adams, e trilha sonora, para o veterano compositor Alan Menken.

O diretor Zack Snyder teve seu trabalho em 300 premiado durante a noite. O longa também foi escolhido como melhor filme de ação, aventura e thriller.

Para conferir os vencedores das categorias de televisão, clique aqui e acesse o site oficial do evento. Abaixo, está a relação completa dos premiados em cinema:

Melhor Ficção-Científica
Cloverfield - Monstro

Melhor Terror
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Melhor Fantasia
Encantada

Melhor Ação, Aventura, Thriller
300

Melhor Ator
Will Smith, Eu Sou a Lenda

Melhor Ator Coadjuvante
Javier Bardem, Onde os Fracos Não Têm Vez

Melhor Atriz
Amy Adams, Encantada

Melhor Atriz Coadjuvante
Marcia Gay Harden, O Nevoeiro

Melhor Performance por um Jovem Ator
Freddie Highmore, O Som do Coração

Melhor Diretor Zack Snyder, 300

Melhor Roteirista
Brad Bird, Ratatouille

Melhor Figurino
Colleen Atwood, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Melhor Trilha Sonora Alan Menken, Encantada

Melhor Maquiagem
Ve Neill, Martin Samuel, Piratas do Caribe: No Fim do Mundo

Melhores Efeitos Especiais
Scott Farrar, Scott Benza, Russell Earl e John Frazier, Transformer
s

Melhor Animação
Ratatouille

Melhor Filme Internacional
Senhores do Crime

fonte: cinema em cena

terça-feira, 24 de junho de 2008

Filmes baseados em Guimarães Rosa têm exibição no Rio


No dia 27 de junho de 1908, nascia um dos mais celebrados escritores modernistas da literatura brasileira: João Guimarães Rosa, autor falecido em 1967.

Para comemorar o seu centenário, a Caixa Cultural do Rio de Janeiro inicia nesta terça-feira (24/6) a mostra Veredas - Os filmes a partir de Guimarães Rosa, com uma programação composta por 17 filmes (11 longas e seis curtas).

O nome vem da grande obra-prima do escritor, Grande Sertão - Veredas. Já chamada de "grande romance metafísico", a obra foi adaptada para uma minissérie da Rede Globo em 1985, com direção de Walter Avancini.

Serão exibidas as diversas adaptações de sua obra, desde curtas-metragens até especiais e um documentário para a TV, bem como alguns filmes que dialogam de alguma maneira com o imaginário do modernista. O grande destaque vai para A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, longa que sempre freqüenta as listas de melhores do cinema brasileiro que pipocam de tempos em tempos.

Como o mundo literário de Rosa é o dos jagunços do sertão mineiro, figura cultural próxima à Bahia. Por isso, nada mais natural do que incorporar na seleção Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, que narra a história de Rosa (coincidência?) e Corisco, dois jagunços do sertão baiano.

Não tão natural, mas compreensível, é a inclusão de Cinema Falado, único trabalho por trás das câmeras do músico Caetano Veloso. A oralidade inventiva está lá, claro, mas também um clima erudito.

Segundo o curador da Mostra, Eduardo Ades, a obra de Guimarães Rosa está presente em "uma cena em que dois rapazes começam a assistir à minissérie da Globo, Grande Sertão: Veredas, quando um deles pergunta se o outro havia assistido ao episódio da véspera. A partir daí, um dos personagens some e a cena é tomada pelo outro, que declama e interpreta um longuíssimo trecho (longo para os parâmetros do cinema... deve levar algo como 5 minutos de monólogo, talvez) do romance de Guimarães Rosa. E é isso. Mais para o final do filme, há uma seqüência de discussão intelectual sobre cinema e outros meios de comunicação. A minissérie da Globo é retomada em algumas poucas falas, nas quais se discute a presença da cultura erudita nos meios de comunicação.

A mostra ainda exibirá, até dia 6 de julho, outras obras importantes, como o pouco visto O Grande Sertão, de Renato e Geraldo Santos Pereira; Sagarana - O Duelo, de Paulo Thiago; dois filmes de Carlos Alberto Prates Correia, Noites do Sertão e Cabaret Mineiro; A Terceira Margem do Rio, uma das obras de Nelson Pereira dos Santos mais massacradas pela crítica; Outras Estórias, a estréia de Pedro Bial na direção; Aboio, documentário de Marília Rocha; e Mutum, de Sandra Kogut.

Mais do que elencar filmes que foram diretamente adaptados de obras de Guimarães Rosa, houve a preocupação de escolher boas traduções em imagens do universo do escritor, seja pelas locações que remetem à terra em que ele viveu boa parte de sua vida, o sertão mineiro, seja pelo clima regionalista das situações captadas.

A mostra Veredas - Os filmes a partir de Guimarães Rosa é realizada na Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso, 25, Centro - ao lado da estação Carioca do metrô). Para mais informações, o telefone é (21) 2544-4080.

Confira abaixo a programação completa:

Dia 24/6 (terça-feira)
18h - A João Guimarães Rosa/ A Hora e a Vez de Augusto Matraga
20h - Palestra com Vilma Guimarães Rosa

Dia 25/6 (quarta-feira)
14h - Os Nomes do Rosa - episódio 1
18h - Corpo Fechado (TV Cultura)
20h - Soroco (TV Cultura)

Dia 26/6 (quinta-feira)
14h - Os Nomes do Rosa - episódio 2
16h - Programa de Curtas 1
18h - Programa de Curtas 2
20h - Aboio

Dia 27/6 (sexta-feira)
14h - Os Nomes do Rosa - episódio 3
16h - Cinema Falado
18h - Mutum
20h - A Criação Literária/ Sagarana, o Duelo

Dia 28/06 (sábado)
14h - Os Nomes do Rosa - episódio 4
16h - Grande Sertão: Veredas (TV Globo)
18h - O Grande Sertão
20h - Deus e o Diabo na Terra do Sol

Dia 29/06 (domingo)
14h - Os Nomes do Rosa - episódio 5
16h - Cabaret Mineiro
18h - Noites do Sertão
20h - Outras Estórias
Dia 1º/7 (terça-feira)
12h - Os Nomes do Rosa - episódio 1
16h - Corpo Fechado (TV Cultura)
18h - Noites do Sertão
20h - Debate com Pesquisadores

Dia 2/7 (quarta-feira)
12h - Os Nomes do Rosa - episódio 2
18h - Grande Sertão: Veredas (TV Globo)
20h - Programa de Curtas 2

Dia 3/7 (quinta-feira)
12h - Os Nomes do Rosa - episódio 3
16h - Outras Estórias
18h - Mutum
20h - Debate com cineastas

Dia 04/7 (sexta-feira)
12h - Os Nomes do Rosa - episódio 4
14h - Os Nomes do Rosa - episódio 5
16h - Soroco (TV Cultura)
18h - Cabaret Mineiro
20h - Programa de Curtas 1

Dia 5/7 (sábado)
16h - Deus e o Diabo na Terra do Sol
18h - Aboio
20h - Cinema Falado

Dia 6/7 (domingo)
16h - O Grande Sertão
18h - A João Guimarães Rosa/ A Hora e a Vez de Augusto Matraga
20h - A Criação Literária/ Sagarana, o Duelo

Programa de Curtas 1
Eu carrego o sertão dentro de mim (1980), de Geraldo Sarno
Cordisburgo roseana: a cidade recriada (2001), de Vítor da Costa Borysow
Rio de-Janeiro, Minas (1993), de Marily da Cunha Bezerra
Desenredo (2001), de Raquel de Almeida Prado
Famigerado (1991), de Aluízio Salles Jr
Quadrinho de estória (1996), de João Vargas e Cao Guimarães Ouro Preto: Festival de Inverno - Oficina de vídeo e literatura Abrindo o Rosa
Quadrinho de estória (1998), criação coletiva, Oficina 30 anos sem Rosa

Programa de Curtas 2
Veredas de Minas (1975), de David Neves e Fernando Sabino
João Rosa (1980), de Helvécio Ratton
Livro de Manuelzão (2003), de Angélica Del Nery
Urucuia (1998), de Angélica del Nery

fonte: cineclik

Mostra aborda o universo caipira na cultura brasileira


Baseados tanto na importância histórica, quanto na necessidade de se resgatar um passado rico e quase esquecido, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Centro Cultural São Paulo (CCSP) - ambos em São Paulo - idealizaram o ciclo cinematográfico Cultura Caipira, que começa nesta terça-feira (24/6) no CCSP (Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso), onde ocorre até 6 de julho. No CCBB (Rua Álvares Penteado, 112 - Centro), a mostra começa quarta-feira (25/6) e termina no mesmo dia; o evento ainda será exibido no CCBB de Brasília (SCES, Trecho 2 Conjunto 22), entre os dias 1º e 13 de julho.

A grande discussão que o evento propõe é saber qual o legado cultural do caipira, o que há de caipira autêntico nos dias de hoje e qual o seu futuro na sociedade atual. O ciclo é composto de quinze obras, entre ficção e documentários, que traduzem como o audiovisual explorou o tema. Entre outros, constam na programação As Aventuras de Pedro Malazartes, Candinho, Cafundó, A Marvada Carne, Tapete Vermelho e o lançamento do documentário Mazzaropi: Feição e Prosa, dirigido por Luiz Otávio de Santi.

E como não poderia deixar de ser, a música também é um elemento fundamental na cultura caipira. Complementando o evento o cantor e compositor Renato Teixeira faz show gratuito no CCSP, em 26 de junho. Um artista de inegável talento, Teixeira tem suas raízes na música regional e caipira, mesmo tendo nascido na litorânea Santos.

A entrada para as sessões é gratuita. Veja a programação:

CCSP

Dia 24/6 (terça-feira)
16h - Tapete Vermelho
18h - Jeca Tatu (foto)
20h - Mazzaropi: Feição e Prosa

Dia 25/6 (quarta-feira)
16h - Aventuras de Pedro Malazartes
18h - 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo e Luciano
20h15 - Saci

Dia 26/6 (quinta-feira)
16h - Aventuras de Pedro Malazartes
18h - Candinho
20h - Comprador de Fazendas

Dia 27/6 (sexta-feira)
16h - Jeca Tatu
18h - Aventuras de Pedro Malazartes
20h - Cafundó, seguido do debate O Universo do Homem Caipira, com Paulo Betti e Luis Felipe Alves de Miranda

Dia 28/6 (sábado)
16h - Cineasta das Platéias
18h - A Marvada Carne
20h - Tristezas do Jeca

Dia 29/6 (domingo)
16h - 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo e Luciano
18h15 - Comprador de Fazendas
20h - Meu Nome É Tonho

Dia 1º/7 (terça-feira)
16h - Somos Todos Sacys/ Iara do Paraitinga
18h - Tristezas do Jeca
20h - A Marvada Carne, seguido do debate O Rural no Cinema Brasileiro, com Célia Aparecida Ferreira Tolentino e Luiz Felipe Alves de Miranda

Dia 2/7 (quarta-feira)
16h - Saci
18h - Cineasta das Platéias
20h - Candinho

Dia 3/7 (quinta-feira)
16h - A Marvada Carne
18h - Mazzaropi: Feição e Prosa
20h - Cafundó

Dia 4/7 (sexta-feira)
16h - Tapete Vermelho
18h - Saci
20h - Candinho

Dia 5/7 (sábado)
16h - 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo e Luciano
18h30 - Somos Todos Sacys/ Jeca Tatu
21h - Iara do Paraitinga/ Tapete Vermelho

Dia 6/7 (domingo)
16h - Cafundó
18h - Iara do Paraitinga/ Cineasta das Platéias
20h - Mazzaropi: Feição e Prosa

CCBB - São Paulo

Dia 25/6 (quarta-feira)
15h - Comprador de Fazendas
17h - Tapete Vermelho
19h - A Marvada Carne

Dia 26/6 (quinta-feira)
15h - Tristezas do Jeca
17h - Cineasta das Platéias
19h - Meu Nome É Tonho

Dia 27/6 (sexta-feira)
15h - Candinho
17h - Jeca Tatu
19h - Saci

Dia 28/6 (sábado)
15h - Cafundó
17h - Iara do Paraitinga/ Candinho
19h - 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo e Luciano

Dia 29/6 (domingo)
17h - Tapete Vermelho
19h - Mazzaropi: Feição e Prosa

Dia 2/7 (quarta-feira)
15h - Aventuras de Pedro Malazartes
17h - Iara do Paraitinga/ Somos Todos Sacys
19h - Comprador de Fazendas

Dia 3/7 (quinta-feira)
15h - 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo e Luciano
17h20 - Cineasta das Platéias
19h - Debate: O Rural no Cinema Brasileiro, com Célia Aparecida Ferreira Tolentino e Alessandra Meleiro

Dia 4/7 (sexta-feira)
15h - Tristezas do Jeca
17h - A Marvada Carne
19h - Jeca Tatu

Dia 5/7 (sábado)
15h - Mazzaropi: Feição e Prosa
17h - Cafundó
19h - Candinho

Dia 6/7 (domingo)
15h - A Marvada Carne
17h - Candinho
19h - Tapete Vermelho

CCBB - Brasília

Dia 1º/7 (terça-feira)
15h30 - Somos Todos Sacys
18h - Saci
20h30 - Mazzaropi: Feição e Prosa

Dia 2/7 (quarta-feira)
15h30 - A Marvada Carne
18h - Cafundó
20h30 - Jeca Tatu

Dia 3/7 (quinta-feira)
15h30 - Saci
18h - Candinho
20h30 - Tapete Vermelho

Dia 4/7 (sexta-feira)
15h30 - Cafundó
18h - Iara do Paraitinga/ Cineasta das Platéias
20h30 - A Marvada Carne

Dia 5/7 (sábado)
15h30 - Saci
18h - A Marvada Carne
20h - Tristezas do Jeca

Dia 6/7 (domingo)
15h30 - Tristezas do Jeca
18h - Jeca Tatu
20h - Comprador de Fazendas

Dia 8/7 (terça-feira)
15h30 - Aventuras de Pedro Malazartes
18h - Somos Todos Sacys
20h30 - 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo e Luciano

Dia 9/7 (quarta-feira)
15h30 - A Marvada Carne
18h - Tristezas do Jeca
20h30 - Jeca Tatu

Dia 10/7 (quinta-feira)
15h30 - Tapete Vermelho
18h - Iara do Paraitinga/ Cineasta das Platéias
20h30 - Candinho

Dia 11/7 (sexta-feira)
15h30 - Mazzaropi: Feição e Prosa
18h - Tapete Vermelho
20h30 - Meu Nome É Tonho

Dia 12/7 (sábado)
15h30 - 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo e Luciano
18h - Cafundó
20h - Mazzaropi: Feição e Prosa, seguido do debate O Universo do Homem Caipira, com Cláudio Antonio Marques Luiz e Alessandra Meleiro

Dia 13/7 (domingo)
15h30 - Comprador de Fazendas
18h - Candinho
20h - Aventuras de Pedro Malazartes

fonte: cineclik

Retrato do cinema brasileiro na Polônia


Sob curadoria do crítico de cinema Luiz Carlos Merten, a mostra apresentará filmes como Carlota Joaquina, O Invasor, Cinema, Aspirinas e Urubus, Carandiru, Terra Estrangeira, Cidade de Deus, dentre outros. Segundo o curador, busca-se "oferecer um retrato das tendências do nosso cinema hoje". Na abertura, José Miguel Wisnik realiza um show junto a músicos brasileiros.

O festival é resultado da parceria entre a Ancine e o Polish Film Institute, que estabeleceram um projeto de co-produção audiovisual entre Brasil e Polônia. Além dos filmes brasileiros vendidos ao país, começou-se, neste ano, a rodar o documentário Ziembinski, sobre o cenógrafo polonês radicado no Brasil que, junto a Nelson Rodrigues, deu origem ao teatro moderno brasileiro. Outra produção resultado da parceria é o filme A Marcha da Vida.

Saiba mais sobre o Era New Horizons que acontece de 17 - 27 de julho no site do evento.

fonte: yahoo cinema

Trailer e site oficial do novo filme de Zé do Caixão são liberados


A conclusão da trilogia estrelada por Zé do Caixão: Encarnação do Demônio, teve seu site oficial e trailer divulgados. A trilogia se iniciou em 1963 com "À Meia-noite Levarei sua Alma" e depois em 1966 com "Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver". "Encarnação do Demônio" começa onde parou o filme de 1966.

Afundado em um lago, o coveiro é resgatado por um corcunda, volta a viver, mas logo fica enlouquecido. Precisa achar uma fêmea ideal que lhe dê um herdeiro. Para isso, Zé do Caixão passará por todas as leis que vigoram em São Paulo.

O roteiro foi escrito por Denisson Ramalho e dirigido por José Mojica Marins (Zé do Caixão). O filme será lançado pela FOX em 8 de Agosto.

Confira o site clicando no link abaixo e assista o trailer:

http://www.encarnacaododemonio.com.br/

fonte: almanaque virtual

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Escola Soviética de Montagem - 2

A burocratização da arte

No mesmo dia da estréia de Outubro, em Moscou, 7 de novembro de 1927, ocorria também ali a última manifestação da Oposição Unificada de Esquerda, derradeiro vestígio da democracia no interior do Estado Soviético.

O filme foi odiado pelos burocratas, rejeitado pelo público e criticado pela intelectualidade russa. A linguagem era ainda mais complexa que a de seus filmes anteriores e, ao Partido, não havia sido dado o lugar que a burocracia desejava. A presença das massas era forte, mas não causava o impacto de antes. Eisenstein não desejava fazer um filme puramente propagandístico, mas já não dispunha da liberdade de antes. Ficou no meio do caminho ... Seria ele uma espécie de Michelet da cinematografia russa?


Outubro (27)


Outubro é uma película polêmica que suscita muitas especulações. A opção por uma linguagem tão complexa seria gratuita? Poderia Eisenstein estar tentando encontrar uma fórmula na qual sua mensagem não fosse captada pela "sensibilidade" artística dos burocratas? Por que Stalin não se encontra nele presente? Essa ausência não significaria uma espécie de oposição ao poder pessoal de Stalin? E quanto à representação da figura de Lenin? Estaria ele dando início ao culto a sua personalidade, tão útil aos planos políticos de Stalin?

Algumas dessas questões podem ser interpretadas através da análise do momento histórico da União Soviética naquele momento. Stalin se encontrava no poder, mas sua ditadura pessoal ainda não havia sido consolidada. Havia muita oposição interna à sua política e os principais participantes do movimento de 1917 ainda estavam vivos e atuavam na vida política da Rússia. Stalin agia, mas com limites. A falsificação da história, que o colocaria como o principal herói da Revolução, ao lado de Lenin, não havia sido iniciada. O extermínio em massa da velha guarda bolchevique iria ocorrer somente a partir de 1934. Além disso, Stalin não era ainda uma figura política popular, reconhecida nacionalmente. Era necessário primeiro reforçar seu poder e construir aos poucos sua imagem, projetando-se na figura de Lenin. Após sua morte, Lenin havia sido transformado no grande herói da nação, no "Deus absoluto da Revolução". A nova política do Partido precisava de um herói para ser apresentado às massas. Mas só depois de muito tempo é que Stalin estaria em condições de assumir a condição de "pai do povos", sobrepondo-se à imagem de Lenin.


O Velho e o Novo / A Linha Geral (30)

Não obstante toda a pressão do Partido e a posição contrária da crítica, Outubro é uma película com muitos aspectos positivos. O espírito do internacionalismo socialista, ponto crucial nas discussões da época e tão combatido por Stalin, está presente em toda a obra23. O papel das massas ainda é apresentado como essencial para o processo revolucionário. Em termos estéticos, Outubro é um filme muito bom, ainda que seja inferior a Potemkin.

Após concluir os trabalhos de Outubro, Eisenstein retomou a produção de O novo e o velho, mas encontrou muitas dificuldades para finalizá-lo. O Partido já dava os passos iniciais em direção às coletivizações forçadas das terras. O roteiro original do filme teve que ser modificado, passando a se chamar A linha geral, de acordo com a "nova linha" adotada pelo Estado. Mesmo assim, o filme não agradou aos burocratas. Eisenstein continuava utilizando a montagem intelectual, elevando, cada vez mais, a complexidade de sua linguagem. Após a estréia do filme e a reação provocada nas esferas do poder, Eisenstein foi obrigado a se retratar e a assumir publicamente os "erros" que havia cometido. A linha geral foi o último filme do diretor, cuja temática foi escolhida livremente. Daí em diante, todos os seus filmes seriam imposições do Partido.


Desenho da série: O destino do peão revoltado


Em 1930, realizou uma viagem à Europa e à América com o objetivo de "estudar o cinema sonoro". Na verdade, este não passava de um pretexto oficial para escapar das pressões políticas a que estava sendo submetido. Após algum tempo na Europa, dirigiu-se aos Estados Unidos com a missão de realizar um filme para a Paramount, intitulado de Uma tragédia americana. No entanto, seu roteiro foi sumariamente recusado, porquanto "não se adequava à realidade do cinema americano". Foi então convidado por um político "progressista" americano, candidato ao governo da Califórnia, a realizar um filme no México, que resgataria a história deste país das suas origens até à atualidade. Quando estava finalizando as filmagens, Stalin exigiu o seu retorno à URSS e conseguiu, através de manobras políticas, que o patrocinador do projeto, Upton Sinclair, não o levasse adiante. Eisenstein nem pôde ter acesso aos filmes revelados. Acreditando que o Ocidente não estava ainda preparado para o tipo de arte que se propunha a fazer, Eisenstein retornou ao seu país para viver um período bastante difícil de sua vida, tanto do ponto de vista pessoal como profissional. Teve muitos problemas com a administração da Indústria Cinematográfica, controlada por Boris Choumiatsky. Em função do prolongamento de sua viagem, recebeu uma pena de sete anos, nos quais não poderia escolher os trabalhos que iria desenvolver. Eisenstein optou por concentrar-se nos seus estudos teóricos e no trabalho enquanto docente. Não levava uma vida social ativa porque acreditava que, dessa forma, estaria demonstrando sua desaprovação para com a situação política do país naquele momento. Por não aceitar os convites de inaugurações e de homenagens para qual era convidado a participar, era visto como um "esnobe" e era excluído do meio social da intelectualidade oficial. Nesses anos, em que foi duramente perseguido, sofreu intensamente de problemas nervosos, principalmente de depressão.


Eisenstein


Em 1937, recebeu uma nova incumbência do Partido, uma encomenda pessoal de Stalin: realizar um outro filme sobre as coletivizações das terras. O roteiro no qual Eisenstein começou a trabalhar girava em torno do drama de um kulack que mata o filho porque este tentava implantar o sistema de coletivização das terras na pequena aldeia de camponeses em que habitava. As gravações de O Prado de Bejin foram interditadas, sob a argumentação de que o filme não se enquadrava nos princípios do realismo socialista. Os autores do roteiro foram presos como "inimigos do povo" e mandados para o Gulag sem direito a julgamento. Eisenstein foi novamente obrigado a se retratar, como se pode deduzir da citação que se segue:

Sinto ardentemente a necessidade profunda de corrigir totalmente os erros do meu ponto de vista, de enraizar um novo ser em mim, e a necessidade do domínio completo do Bolchevismo, de que falou o camarada Stalin durante essa sessão.

Imediatamente depois, Stalin lhe fazia um outro convite: realizar seu primeiro filme sonoro, cujo tema seria a história do combate entre russos e teutônicos (alemães) no século XIII. Essa luta havia sido ganha pela Rússia, durante a Batalha de Peipos, devido à brilhante liderança do "grande capitão" Alexander Nevsky.


Alexander Nevsky (38)


Em meados dos anos trinta, Stalin havia travado uma aliança anti fascista com a França e a Inglaterra. A guerra com a Alemanha nazista era um perigo iminente. Em 1938, o Exército Vermelho estava completamente desorganizado depois do extermínio de quase todo o primeiro e segundo escalões. A ameaça nazista tornava necessária a criação de uma atmosfera patriótica na população, saturada pelo terror stalinista.

Para não correr o risco de um nova decepção com seu grande cineasta, Stalin se incumbiu de "indicar" pessoalmente os assistentes com os quais Eisenstein deveria trabalhar no seu novo filme: como co-autor, Pavlenko e como co-diretor, Vassiliev, ambos cineastas de sua "confiança". Além disso, durante todo o processo de produção (elaboração do roteiro, filmagens, montagem), Eisenstein foi acompanhado por comissários políticos que tinham a tarefa de "orientá-lo" no sentido de não cometer deslizes. O resultado foi "excepcional": Alexander Nevsky foi muito elogiado pela crítica e pelos burocratas. Em conseqüência do sucesso do filme, Eisenstein recebeu diversas homenagens, prêmios e títulos: a Ordem de Lenin, o título de Doutor em Artes e o Grande Prêmio Stalin.

Alexander Nevsky tem um estilo muito diferente dos filmes anteriores de Eisenstein. Foi concebido como uma ópera cinematográfica, musicada por Prokofiev. O papel das massas foi relegado a segundo plano, em nome da atuação do grande herói — Nevsky. Sadoul observa que

Nevsky representou uma virada decisiva na obra de Eisenstein, que passou das massas tomadas como heróis para heróis de tragédia, bem caracterizados e transfigurados por sua missão histórica27.

A mesma observação é feita por Furhammar e Isaksson:

Durante a era Stalin, a massa foi tornada anônima até que se tornou virtualmente um pano de fundo frente ao qual atuava o herói positivo.

O internacionalismo proletário cedeu lugar ao patriotismo. O espírito revolucionário se esvaneceu. Isso pode ser comprovado nas próprias palavras de Eisenstein: "Nosso tema era o patriotismo!"


Alexander Nevsky (38)


O objetivo de Stalin com Nevsky era produzir um clima de patriotismo na população para o caso de invasão alemã e, além disso, mostrar como as lutas internas impediam a construção de um Estado forte, justificando assim todos os abusos que havia cometido. Os cavaleiros teutônicos, adversários russos, foram representados como verdadeiros jovens hitleristas: cruéis, desumanos, bárbaros. Até mesmo os símbolos dos dois exércitos foram colocados em paralelo. A cruz do elmo do cavaleiro teutônico lembrava claramente a suástica nazista, assim como o seu capacete.

No entanto, o filme só pôde ser lançado três anos depois de sua finalização. Em agosto de 1938, Stalin assinava com Hitler o Pacto Germânico-Soviético. De inimigos, os nazistas se transformaram, repentinamente, em aliados soviéticos. Eisenstein foi obrigado a fazer uma saudação pelo rádio do Comintern a seu "companheiro cultural", Hitler, grande admirador de sua obra. A situação se tornava cada vez mais insuportável!


Ivan, o Terrível (44,48)

Em 1939, ao tentar realizar um filme sobre a construção do canal de Fergana, foi imediatamente obrigado a paralisar os trabalhos. Indignado, Eisenstein tentava, num ato de desespero, ridicularizar a figura de Stalin, realizando um paralelo entre sua personalidade política e a de um dos personagens do filme: Tarmelão, um tirano impiedoso e sem escrúpulos. Após a dura reação do Partido, em meio a diversas crises nervosas, chegou a pensar em suicídio. Foi dissuadido por sua esposa, Pera Attacheva.

Em 1941, Stalin encomenda um outro filme a Eisenstein. Deveria ser levada às telas a história de Ivan, aquele que havia sido um dos "fundadores da Rússia". Ivan, durante sua vida política, havia empreendido lutas sucessivas para transformar a Rússia numa grande potência, saindo vitorioso.


Ivan, o Terrível (44)

A historiografia da época, inclusive a "marxista", apresentava Ivan como uma figura negativa, um verdadeiro tirano. Nada disso foi levado em consideração.

O projeto de Ivan, o Terrível previa a realização de três filmes que tratariam cada um de uma etapa específica da vida do czar. A primeira parte ficou logo concluída e transformou-se imediatamente em um grande sucesso. Stalin ficou muito satisfeito e Eisenstein foi consagrado com o Grande Prêmio de Estado. Porém, a mesma sorte não obteve a segunda parte, finalizada em 1946. Nesta, Eisenstein apresentava Ivan como um louco assassino, como um paranóico que vivia a manipular o poder em proveito próprio.


Ivan, o Terrível


A identificação do filme com o presente era tão grande, que Eisenstein não hesitou em se auto-retratar. Ele projetava sua angústia e seu desespero frente ao regime stalinista na humilhante relação dos personagens Ivan (Stalin) e Wladimir (Eisenstein).

Após concluir a segunda parte de Ivan, o Terrível, Eisenstein sofreu uma ataque cardíaco. Ao se recuperar, foi "convidado" a comparecer a uma audiência privada com Stalin. Nessa conversa, ficou decidido que refaria a segunda parte do filme, antes de dar início à terceira e que depois dirigiria um grandioso projeto : a produção de Cáucaso, Moscou, Vitória. Neste filme, Eisenstein contaria a trajetória pessoal e política de Stalin. Mas seu estado de saúde não permite que ele prossiga. Em 11 de fevereiro de 1948, Eisenstein morre sem ter tido tempo de concluir "seus" últimos projetos. Com sua morte, a exibição de seus primeiros filmes foi proibida, assim como o ensinamento de suas teorias.


Ivan, o Terrível


A vida e a obra de Sergei Eisenstein constituem-se em testemunhos da evolução política da Rússia revolucionária e da posterior burocratização do Estado Soviético. Seus filmes são um dos maiores documentos dessa trágica história e pontuam claramente as modificações introduzidas através de cada conjuntura. Eles refletem uma busca quase que desesperada do diretor de influir no curso da história e, mais ainda, são exemplos singulares de como a história pode condicionar o cinema.

Eisenstein nunca rompeu abertamente com o regime. Nunca teceu, publicamente, críticas a Stalin. Poderia ter permanecido no Ocidente no momento de sua viagem à Europa e à América (a única consentida pelo Partido), mas não o fez. Poderia ter-se suicidado em protesto, como muitos o fizeram. Mas não o fez. Sem dúvida, teve suas razões. No entanto, sua "conivência", como afirmam muitos, não foi absoluta. Não obstante todas as "concessões", poucos artistas tiveram a coragem de realizar, numa conjuntura como aquela, uma obra como Ivan, o Terrível (segunda parte). E o que nos impressiona, a nós historiadores, é que ele não tenha sido considerado inimigo do povo, enviado aos campos da Sibéria ou simplesmente assassinado. Stalin, como em poucos momentos de sua história, compreendeu a importância de manter, "ao seu lado", um cineasta com o valor de Eisenstein.


1984 (84)


As relações dos cineastas com o Estado nos regimes ditatoriais é um ponto fundamental à compreensão da relação cinema-história. Elas não podem ser analisadas através de ótica simplista, superficial e maniqueísta. Não se trata de julgar o artista, de considerá-lo herói ou vilão, stalinista ou não stalinista, mas sim de compreender o fenômeno artístico de uma perspectiva global, levando-se em consideração todas as suas contradições. Um dos que melhor captou a dramaticidade da situação do artista e do papel da arte — ele, ao mesmo tempo artista e revolucionário — foi George Orwell. Foi ele que, a respeito da União Soviética, afirmou que

... numa sociedade como essa, a condição normal do homem é aprender a falar e a pensar com duplo sentido. Tal condição gera inevitavelmente um conflito irreconciliável em todas as esferas, sobretudo a artística. O artista que vive sob a tirania e a censura tem que fazer a verdade transparecer por meios de imagens artísticas e de alegorias metafóricas, de recorrer a meias palavras e àquilo que os russos chamam de "inoskazanie" (nas entrelinhas).

George Orwell


Orwell, não por acaso, escreveu A Revolução dos Bichos, 1984 e Homenagem à Catalunha. Neste último, presta não somente uma homenagem à Espanha revolucionária, mas também exibe a tragédia da política stalinista na Guerra Civil Espanhola. Traduzindo de modo sintético a realidade dos anos trinta, afirmou que "aquele que domina o presente domina o passado", sem esquecer da idéia de que apreender e explicar o passado é condição indispensável para se influenciar o futuro. Talvez se Eisenstein tivesse lido Orwell, pelo menos teria encontrado consolo na sua obra. Mesmo sem tê-lo feito, é inegável que da obra deste cineasta, que queria dotar o povo — que para ele se constituía no demiurgo da história — de uma verdadeira consciência, brota a própria história. Portanto, nada mais justo que, no ano do centenário da sétima arte, prestarmos a nossa homenagem a ele que foi um dos seus maiores mestres.


A Revolução dos Bichos (99)


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